Titanic encarnado. Ou simplesmente por que não debato alguns assuntos.

Não me convide para falar sobre futebol. Não é que não goste do esporte ou acompanhe, é que infelizmente os torcedores fanáticos não possuem o espírito esportivo, ou fairplay ou como queira chamar, e qualquer pequeno bate papo logo perde a graça, a leveza da brincadeira fraterna e do sarro entre amigos.

Sobre religião, só se estivermos de acordo que a melhor religião é a que te faz melhor – mais compassivo, mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável – como lindamente pontuou o Dalai Lama. E não, não sou budista e nem tente me convencer que a sua religião é melhor, muito menos tente me converter.

Também não sentarei à mesa contigo para discutir política, ainda mais nestes tempos de extremismos cegos e exacerbados, de todos os lados – direita, esquerda, isentos, estudados, letrados e demais, seja lá qual for a alcunha que se auto intitulam.

Nem entenda como passividade: tenho a minha opinião e convicção sobre tudo que está acontecendo, especialmente sobre os danos à nossa economia, educação, saúde, imagem externa, enfim, ao Brasil como um todo – nação e população. Tomo as posturas que acredito serem devidas e sigo em frente, apoiando o que creio ser correto e verdadeiro, mesmo que atualmente seja muito pouco o que se enquadra simultaneamente nestes dois critérios.

Da mesma forma que tantos se julgam no direito de defender suas crenças, suas cegas verdades com unhas e dentes e ao extremo, debochando, apelidando, denegrindo e até bloqueando do seu convívio ou rede social os que tenham opiniões minimamente contrárias ou discrepantes, sem nem ao menos ter a humildade de ouvir os argumentos e ideias, eu também me reservo o direito de não entrar em embates perdidos, com interlocutores cínicos, cegos, antipáticos e incoerentes.

Simplesmente entenda, minha arena de batalha é outra.

Mas que dá uma profunda tristeza e certa decepção ver pessoas inteligentes, que tiveram o privilégio de adquirir conhecimento não apenas em instituições plenas, mas também pelas experiências que vivenciaram no curso da vida, defenderem um sistema político-econômico roto, antiquado e malogro, que é a pedra fundamental de uma corja “cleptocrática” que tenta a qualquer custo salvar o seu Titanic encarnado, isso dá …

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